Descrição das Tradições - Mago: A Ascensão

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Descrição das Tradições - Mago: A Ascensão

Mensagem por Clisthert em Dom Jan 10, 2016 3:38 pm

Sua divisão de sociedade é chamada de as Nove Tradições e seus objetivos são ampliar a capacidade de pensamento "humano" através de seus paradigmas e crenças comuns. Dentre as nove Tradições estão os Adeptos da Virtualidade, o Coro Celestial, o Culto do Êxtase, os Eutanatos, os Filhos do Éter, a Irmandade de Akasha, os Oradores dos Sonhos, a Ordem de Hermes e os Verbena.

Magos são tecnicamente humanos... até chegar a sua mente, que reflete sua vontade suprema capaz de alterar o universo com um simples pensar. Os "Tradicionalistas" (como são chamados os magos das nove Tradições) não são os únicos capazes de alterar o universo: existem seus antagonistas, os chamados Tecnocratas.
avatar
Clisthert

Mensagens : 19
Data de inscrição : 09/01/2016
Localização : Bristol, UK

Ver perfil do usuário http://www.pageofmirrors.rpgpiracaia.com.br/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Adeptos da Virtualidade

Mensagem por Clisthert em Dom Jan 10, 2016 3:51 pm

Esfera de Especialização: Correspondência

Completamente rebeldes, estes anarquistas futuristas se recusam a herdar o mundo como ele é. Como acontece com o Culto do Êxtase, a Arte dos Adeptos transcende as barreiras, contornando-as. Entretanto, em vez de alterarem a consciência à maneira antiga, os Adeptos da Virtualidade valorizam a tecnologia, a metafísica e a anarquia. Seu feito mais importante é a realidade virtual, e nenhum outro grupo compreende seus segredos como eles.

A mais nova das Tradições, os Adeptos começaram como a Convenção dos Engenheiros do Diferencial. Da mesma forma que os Engenheiros Eletrodinâmicos, estes Tecnomantes já exploravam as possibilidades da invenção em meados do século XIX. O computador e o telefone excitaram-nos, este último os inspirou a criar as teorias sobre o "ponto correlativo" no qual todos os lugares eram um. Ligando estas idéias às lendas do Monte Qaf, os agora chamados Adeptos da Virtualidade começaram a trabalhar na tentativa de entrar neste Reino virtual. No entanto, o sentido visionário do grupo perturbou seus mestres Tecnocratas. Os Adeptos nunca foram de seguir ordens. À medida que a sua ciência progredia, o grupo começou a fazer experiências com engenharia social e a teoria anarquista.

O Círculo Interno não achou isso nem um pouco divertido. As coisas chegaram a um ponto crítico durante a Segunda Guerra Mundial, quando os Adeptos desafiaram sua liderança e atacaram os nazistas. A repressão aumentou e os Adeptos se rebelaram. As experiências pós-guerra com realidade virtual levaram o Adepto Alan Turing a conseguir acesso ao Reino da Rede. Quando os Homens de Preto apareceram para tomar a descoberta de Turing, os Adeptos fugiram para realidade virtual, destruindo todos os registros de computadores que eles foram capazes de encontrar. Um expurgo violento veio a seguir, e o Conselho dos Nove ofereceu-lhes sua proteção. Alguns místikos ainda vivem para se arrepender da oferta.

Os Adeptos da Virtualidade não se curvam diante de nenhum poder, e a maioria despreza tanto os magos do Conselho quanto os da União. A medida que o Acerto de Contas se aproxima, os Adeptos marcham em direçãoo ao cyberespaço para construir um mundo novo antes que o velho acabe. Sua auto-suficiência e o cinismo pos-moderno debilitam os magos mais velhos do Conselho, e os místikos não estão satisfeitos. No entanto, ninguém duvida que os Adeptos estão tramando algo. Não importa quão irritantes alguns Adeptos conseguem ser, o futuro pode depender de sua Arte.

Como se eles não soubessem disso! A Tradição é notória por seus problemas de postura — o humor negro, isolacionismo, a pregação de peças e a pirataria de dados são as "marcas registradas" dos Adeptos. Grande parte dessa postura tem origem em sua mentalidade perseverante. Os Tecnocratas juraram aniquilá-los, a maioria dos Tradicionalistas não confia neles, e não se pode argumentar com os Nefandi e Desauridos, uma vez que eles parecem ser depravados demais para isso. A maioria dos Adeptos acredita que pode depender apenas de si mesmo — e dos outros membros de sua Tradicão. Em grande parte, eles têm razão. Apesar de não terem as vantagens sociais e as habilidades de muitos mágicos, os Adeptos da Virtualidade ainda conseguem fazer muitas coisas. Através das suas redes de comunicação, eles disseminam novas idéias, inspiram Adormecidos, atacam a estrutura de poder da Tecnocracia e constroem um novo mundo de realidade virtual. Com suas visões, perícias e conceitos distorcidos, estes mistécnicos resumem a mágika pós-moderna: rebelde, democrática, cínica e visionária.

Focos Comuns: Computadores, Equipamentos de Realidade Virtual, Implantes Cibernéticos, Programas, Rituais de Invasão, Mecanismos Sensoriais, Equipamentos de Vigilância

Acólitos: Fãs de Cyberpunk, Músicos, Gênios da Computação, Escritores

Conceitos: Hacker, Revolucionário, Artista, Punk, Explorador da Rede, Metafísico, Tecnauta, Anarquista.

Facções:
- Cyberpunk
- Cypherpunks
- Caóticos
- Hackers da Realidade
- Nexploradores

Fraquezas:
O anti-autoritarismo, combinado com o respeito apenas pelas inovações, faz com que os Adeptos não apenas rejeitem a sociedade, como desprezem o povo que pretendem salvar, tratando os adormecidos geralmente com menosprezo. Rivalidades estouram com freqüência entre os Adeptos, enquanto eles lutam para definir quem é o melhor e quem é a noticia de ontem; além disso, a Tradição não reconhece nenhuma liderança consistente.

Com a recente pane e esvaziamento da Teia Digital, os Adeptos da virtualidade perderam muito terreno em seu campo mais prmissor. Embora a Teia esteja funcionando, foi invadida por Adormecidos que estão muito próximos de alcançar a Tradição em técnicas computacionais.
avatar
Clisthert

Mensagens : 19
Data de inscrição : 09/01/2016
Localização : Bristol, UK

Ver perfil do usuário http://www.pageofmirrors.rpgpiracaia.com.br/

Voltar ao Topo Ir em baixo

O Coro Celestial

Mensagem por Clisthert em Dom Jan 10, 2016 3:52 pm

Esfera de Especialização: Primórdio

As Tradições são mal compreendidas umas pelas outras, mas poucas são vistas com tanta antipatia quanto o Coro Celestial. É verdade que os Coristas são pública e desavergonhadamente religiocêntricos, mas seu ideal ardoroso de Ascensão tem deixado um gosto amargo na boca das outras Tradições. No entanto, existe muito mais nesta Tradição do que seus detratores estão dispostos a perceber.

O Coro Celestial não é uma religião, e sim uma meta-religião, destinada a englobar todos os sistemas de crenças. Seus seguidores típicos vêm das tradições monoteístas ocidentais, mas- seria ingênuo concluir que todo Corista é automaticamente Cristão. Mesmo assim, os membros desta Tradição têm uma filosofia e uma cosmologia comum: No princípio, antes da criação do Tempo, existia o Uno, e o Uno entoou uma Canção gloriosa. O Uno cantou uma canção que introduziu a Vida em si mesmo e transformou-se em Muitos. Entre os fragmentos do Uno, seus descendentes, existem tanto Adormecidos quanto Despertos, e seu objetivo final é retornar ao Uno. Os Coristas vêem a si mesmos como pastores, e aos Adormecidos como seu rebanho. A obrigação do Coro é guiar toda a humanidade em direção à Ascensão.

Como a Irmandade, o Coro é uma Tradição antiga e venerável. Embora afirme ser a Mãe de todas as Tradições, hoje dividida em muitos grupos da mesma forma que o Uno esta fragmentado, sua história pode ser traçada até a 18ª dinastia do Egito e a era de Aquenaton. Enquanto algumas Tradições (como, os Oradores dos Sonhos e os Verbena) são anteriores ao Coro, os Celestiais consideram a si mesmos como a manifestação de uma filosofia perene, que já era antiga quando as Tradições mais “primitivas” ainda eram novas e se encontravam dispersas, mesmo que a Tradição não tenha se formado até muito tempo depois. Os Coristas representaram diversos papéis, através da história: alguns como guardiões, outros como protetores e alguns como soldados. Todo rebanho tem seus lobos, e entre as obrigações do Coro inclui-se proteger seu rebanho desses lobos — os Nefandi, os mortos-vivos e outras entidades que perseguem os Adormecidos indefesos. O simbolismo freqüente do Uno como o sol é bem apropriado, uma vez que o Coro vê a si mesmo como um farol no meio da noite, consumindo o mal que existe neste mundo. Quase como um todo, os Coristas se opõem fervorosamente à Tecnocracia e a outros Prometeicos (como o Coro se refere a eles) que tentam impor sua visão da realidade sobre a visão do Uno. Infelizmente, alguns Coristas já foram longe demais em seu zelo, e seu papel na Inquisição é muito bem conhecido dos outros magos.

A ligação da Tradição com a Nova Ordem Mundial (ou, mais precisamente, com sua fundação, a Cabala do Pensamento Puro) é bem conhecida pelos historiadores do Conselho. Os magos que pertenciam à Igreja Cristã medieval dividiram- se quanto ao papel que deveriam representar no destino da humanidade. Aqueles que desejavam governar através de uma Igreja, de um governo, formaram a Cabala; aqueles que se opunham a eles formaram o Coro. A rivalidade — e a ligação — entre eles nunca deixou de existir. O Coro Celestial sempre teve um tom meio apocalíptico. Para eles a Reconciliação, quando o Uno se reunificará, é iminente. Infelizmente, os detalhes sobre a Reconciliação ainda são desconhecidos — principalmente se isso ocorrerá naturalmente ou se será iniciado e o que acontecerá com aqueles que ainda não tiverem Ascendido. Pode ser que alguns Coristas tenham sido os catalisadores das lutas por reformas religiosas. Seus esforços acabaram causando um impacto sobre as tradições religiosas dos Adormecidos, embora o Coro evite, instigar revoltas religiosas importantes ou novas crenças religiosas. Comparando o fenômeno com uma orquestra: os Coristas podem ter sido instrumentos particularmente poderosos na sinfonia, algumas vezes chegaram até mesmo a ser os maestros — de vez em quando adicionando um toque seu à música, mas nunca reescrevendo a partitura.

A metáfora da orquestra é muito apropriada para o Coro Celestial, pois a religião e a música estão interligadas a ponto de serem inseparáveis. A música, particularmente o canto, é a forma de espiritualidade mais elevada que existe e não pode ser considerada apenas como uma forma refinada de arte ou entretenimento. A mágika é a música das Esferas, o Canto é a essência primordial da criação, e o Coro freqüentemente chama a mágika de "o Canto ''No Canto, muitas vozes se unem formando uma só, e através do Canto, os Coristas são sempre relembrados do Uno.


Focos Comuns: Candelabros, Canto (e, raramente, instrumentos musicais), preces, sinos, incenso, os Símbolos Sacros, Tato.

Acólitos: Padres, chantres, assistentes sociais, fiéis

Conceitos: Arqueólogos, Diplomata, Professor de Jardim de Infância, Cavaleiro Errante, Orador, Voluntário do Exercito da Salvaçãlo, Pregador de Rua, Estudante de Teologia


Facções:
- Anacoretas
- Septários
- Latitudinários
- Monistas
- Sociedade Alexandrina
- Filhos de Mitras
- Criança de Albi
- Náxios
- Cavaleiros Templários

Fraquezas:
Os pecados do Coro são tão óbvios quanto suas virtudes. Superficialmente, pode parecer que a Tradição é composta de hordas de pessoas relutantes, todas acreditando que existe uma divindade e que essa divindade é o Uno e Primordial. Entretanto, as várias religiões dentro do Coro persistem, não permitindo que haja a união entre os membros. Isto impede diretamente a meta da Tradição: unificar a humanidade.
avatar
Clisthert

Mensagens : 19
Data de inscrição : 09/01/2016
Localização : Bristol, UK

Ver perfil do usuário http://www.pageofmirrors.rpgpiracaia.com.br/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Culto do Êxtase

Mensagem por Clisthert em Dom Jan 10, 2016 3:53 pm

Esfera de Especialização: Tempo

A maioria das Tradições considera os Cultistas do Êxtase uns derrotados com os olhos cheios de estrelas e a cabeça cheia de drogas. No entanto, eles não percebem o método por trás da loucura aparente do Culto: somente transcendendo todos os limites — sociais, teológicos, e até mesmo temporais — podemos realmente ir além das nossas barreiras internas. Outros magos não vêem com bons olhos os assim chamados "vícios" dos Mestres do Tempo, mas os próprios Extáticos percebem que sexo, dança e drogas são caminhos tradicionais, ainda que arriscados, para a transcendência.

O Culto tem uma longa história. Desde buscas visionárias aborígenes até orgias Dionisíacas, ao longo da história, os místicos procuraram evitar o mundano, alterando suas percepções e, portanto, sua concepção do que é e o que não é real. O próprio Culto surgiu a partir de grupos organizados de Extáticos que buscavam a iluminação através de quaisquer meios que fossem necessários. Através de suas experiências, eles descobriram meios de atravessar as fronteiras do Tempo. Essa proeza, aliada à eloqüência de seus membros fundadores, garantiu aos Extáticos uma cadeira no Conselho. Outros magos viam os místikos viajantes (conhecidos naquela época como Profetas de Cronos) com desconfiança, mas ninguém podia negar o sucesso conseguido com seus métodos.

O Tempo é o ponto forte desta Tradição; a própria existência dessa Arte é muitas vezes creditada aos primeiros Profetas, que olhavam — e às vezes até atravessavam — o fluxo do tempo. Embora outros grupos tenham aceito seus feitos, ninguém conseguiu superar o Culto no domínio absoluto da temporalidade. Muitos Cultistas também são peritos em mágikas de percepção. Normalmente, os Extáticos são conhecidos pelo seu olhar distante. A maioria dos leigos atribui isso ao uso excessivo de drogas, mas os magos mais criteriosos reconhecem o efeito das visões temporais. Afinal de contas, você também pareceria estar drogado se sempre tivesse visto o passado, o presente e o futuro como um só.

O Cultista estereotípico tem pouca semelhança com seus antepassados mais respeitáveis; normalmente ele é descuidado, rebelde, insolente com autoridade e está perpetuamente drogado. Na realidade, o hippie esquisito é somente a expressão mais óbvia desta Tradição diversificada. Enquanto os magos mais conservadores balançam a cabeça diante da "degeneração" do Culto, aqueles que os entendem percebem que qualquer tipo de submissão ou regulamento vai contra toda a filosofia do grupo — eliminar todas as barreiras em busca do eu superior. O Culto é uma "Tradição" apenas no nome; eles estão ligados apenas por uma filosofia e um código de ética comuns. Por mais estranho que pareça, os magos Extáticos geralmente são responsáveis. Como a maior parte de seu código baseia-se nas paixões sagradas, os atos que violam o eu de uma pessoa — suicídio, assassinato, estupro, vício e outras formas de opressão e autodestruição — são os piores tipos de crime que existem. Ao contrário da crença popular, o Culto como um todo raramente participa da indústria do sexo ou do tráfico de drogas; a exploração realizada por essas "instituições" vai contra a natureza da Tradição. Poucos Cultistas tentarão forçar um Adormecido a despertar. Eles sabem que algumas pessoas devem continuar adormecidas.

O Culto enfatiza a liberdade individual, moderada responsabilidade para com aqueles que não a entendem. Os Extáticos se harmonizam com as energias interiores da mesma forma que os Irmãos de Akasha e os Verbena. Essas energias são estimuladas com drogas, excitação sexual, música e outras atividades que provocam um estado alterado. A maioria dos Cultistas muda seus "vícios," com frequência uma vez que qualquer forma de estimulo perde a força com o abuso. A dependência a um determinado vício, ou à super-excitação em geral, significa a ruína dos imprudentes. Os Cultistas andam sobre uma linha muito tênue.

A música é a mais poderosa das ferramentas Extáticas. Ritmos e harmonias complexas liberam e canalizam as paixões sagradas. Poucos Cultistas utilizam sua mágika sem algum tipo de recitação, dança, rufar de tambores ou canto. Talvez a maior realização da Tradição tenha sido a popularização do rock. Se os pioneiros do rock-nroll eram Despertos ou mortais ainda é motivo de debate, mas ninguém discute a influência que o Culto teve na diversidade e nas formas do rock — ou sua popularidade. Os Shows de música, especialmente aqueles que provocam uma grande intensidade de emoção pura, são pontos de encontro comuns dos Cultistas.


Focos Comuns: Dança, música, sexo e sensualidade, drogas (normalmente naturais, não as fabricadas pelo homem),jejum, Exercícios

Acólitos: Tietes, artistas, pessoas em busca de emoções, hippies

Conceitos: Músico, Dançarina Exótica, Doidão, Ioge, Vagabundo, Cabeça-oca, Amante da Natureza



Facções
- Aghoris
- Hagalaz
- Sociedade Dissonante
- K'an Lu
- Klubwerks

Fraquezas:
Todo o discernimento do Culto é acompanhado por certa limitação, infelizmente. As ferramentas Extáticas geralmente se tornam muletas e muitos Cultistas acabam se tornando dependentes de seus Focos tanto para realizar as magias quanto para viver. Eles se rebelam com tanta veemência, ou tentam seguir tantas direções ao mesmo tempo, que nunca alcançam nada.
avatar
Clisthert

Mensagens : 19
Data de inscrição : 09/01/2016
Localização : Bristol, UK

Ver perfil do usuário http://www.pageofmirrors.rpgpiracaia.com.br/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Eutanatos

Mensagem por Clisthert em Dom Jan 10, 2016 3:54 pm

Esfera de Especialização: Entropia

Nós começamos amorrer desde o momento em que nasce mos. Vagarosamente, dolorosamente, alegremente, nós nos reunificamos ao Grande Desfazer que nos destrói, apaga nossa individualidade e nos manda de volta, quem sabe, para uma outra viagem. A idéia aterroriza a maioria dos ocidentais. O medo explica um pouco a má reputação dos Eutanátos. Embora os Eutanátos não glorifiquem a morte, a "morte breve" de sua iniciação deixa suas marcas neles. A maioria dos magos acusa esta Tradição de assassinato, tortura, genocídio, necromancia, vampirismo e outros horrores. Há muitos enganos — e algumas verdades — por trás desses boatos.

Por ser um amálgama de crenças gregas, hindus e heresias árabes, esta Tradição teve problemas desde o início dos tempos. Trezentos anos antes do nascimento de Cristo, os antecessores dos Eutanátos — os Handura, Bhowana e Dacoits — lutaram contra missionários de Akasha devido às diferenças de doutrina. Embora os dois grupos acreditassem na reencarnação e no desenvolvimento progressivo dos Avatares, os "magos da morte" procuravam o desenvolvimento humano através da reencarnacão, eliminando a corrupção onde a encontravam. Para os de Akasha, essas seitas impediam o ciclo do Drahma. Para as seitas tanatóicas, sua prática — a Boa Morte — era apenas pragmática, devido às condições de vida na índia, mesmo naquela época. Os Eutanátos afirmavam que viam a miséria e a estagnação e cuidavam disso da maneira mais direta possível. No mundo moderno, eles ainda perseguem esse legado com uma determinação implacável.

Ao contrário do que se acredita, poucos Eutanátos executam suas tarefas com frieza. Os estranhos confundem seu rigoroso controle emocional, fundamental para este tipo de tarefa, com sanguinolência. Isso raramente é verdade; eles simplesmente suportam o fardo que o destino lhes deu. Apesar da maioria dos Eutanátos manifestar um grande interesse pelos momentos que envolvem a morte, esta fascinação não é tão mórbida quanto parece. Para eles, a morte é apenas um passo da jornada, não o final.

Os Eutanátos também não são indiferentes. A maioria usa suas mágikas para pesquisar as razões da degeneração, localizar suas causas com precisão e eliminá-las. A maioria faz algumas tentativas de recuperar seus alvos antes da Boa Morte — uma morte projetada para enviar suavítima de volta ao ciclo cármico — ser executada. Alguns culpados se retratam e mudam seu jeito de ser; os imprudentes se juntam ao o Grande Desfazer. Infelizmente, o tempo parece tê-los superado. As misérias do mundo moderno estão além da capacidade de qualquer Tradição. Algumas seitas extremistas tem insistido numa purificação global para nos levar a um novo começo. Essa sugestão não conseguiu muito apoio por razões óbvias. Apesar da semelhança aparente entre o objetivo da Boa Morte e o ideal Nefândico, nenhuma Tradição luta contra os Decaídos com um fervor maior — o fim de tudo não deixa nada para o renascimento.

Os Eutanátos são, à sua maneira, otimistas — eles acreditam num eventual amanhecer para a noite atual. Através da sua conexão com o Grande Ciclo, os Eutanátos entendem os altos e baixos da probabilidade melhor do que qualquer outro grupo, eles estudam os efeitos da morte e do renascimento através de buscas sombrias e viagens curtas para as Terras das Sombras. Jogos de azar e ate mesmo castigos físicos são ferramentas de ensino comuns. Entender o Ciclo dá a eles poder sobre a realidade.

Os Eutanatos são um grupo pragmático; eles estudam armas, magia negra e vampirismo tão minuciosamente quanto possivel. Apesar da maioria deles ter pena dos Mortos Inquietos por permanecerem presos à sua identidade, poucos hesitam em usar um fantasma para seus próprios fins. Apesar disso, eles são reconhecidos pelo Conselho por sua justiça e compaixão para com aqueles que a merecem. Muitos trabalham como médicos ou curandeiros, socorrendo aqueles que podem ser salvos e ajudando aqueles que não podem. Para eles, Kali, a Mãe Sombria, é um símbolo perfeito. Ela dá a vida e também a tira.


Focos Comuns:Dados, Cartas, Armas, Cinzas, Ossos, Mantras, Escamas

Acólitos: Ocultistas, ativistas que defendem a eutanásia, médicos, enfermeiras, detetives

Conceitos: Assassino, Vigilante, Jogador, Itinerante, Trabalhador Voluntário

Facções:
- Natatapas
- Madzimbabwe
- Pomegranate Deme
- Auxiliadores
- Lhakmistras
- Cálice Dourado
- Cavaleiros de Radamantis
- Albireo


Fraquezas:
Existe outra razão por trás da atenção que os Eutanatos prestam às emoções: Jhor. Todos os magos se abastecem de Ressonância com suas atividades, mas essa Tradição adquire muito desse tipo específico, porque lida com as energias da Entropia. É comum que os Eutanatos possuam olhos fundos, faces encovadas e pele pastosa. Conforme canalizam a Entropia ela se acumula em seus corpos, dando a estes um formato cadavérico. Por esses fatores, os representantes dessa Tradição são mais sucetíveis a sofrer de Silêncios.
avatar
Clisthert

Mensagens : 19
Data de inscrição : 09/01/2016
Localização : Bristol, UK

Ver perfil do usuário http://www.pageofmirrors.rpgpiracaia.com.br/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Filhos do Éter

Mensagem por Clisthert em Dom Jan 10, 2016 3:54 pm

sfera de Especialização: Matéria

Uma ciência esquisita! Sonhos de um Amanhã Melhor! Utopia! Todos esses slogans podem ser aplicados aos Filhos do Éter, a Tradição mais esperançosa do Conselho. Às vezes vitimas da descrença, raramente entendidos e na maioria das vetes menosprezados pelas outras Tradições (e freqüentemente usados como bode expiatório da Tecnocracia), os exageradamente otimistas Filhos do Éter representam a esperança e a admiração que são muitas vezes esquecidas no mundo atual.

Os Filhos do Éter tem laços históricos com o Conselho dos Nove e com a Tecnocracia. Suas raízes ideológicas podem ser traçadas até o antigo filósofo grego Aretus, autor do que é hoje chamado de Kitab ai Alacir. Esse tratado está dividido em duas partes: a primeira postula a existência da Essência única da qual todas as coisas são feitas, no final das contas chamada de Éter. A segunda parte contém um debate ontológico sobre a realidade e discute como essa Essência única foi diferenciada ao longo da criação.

De acordo com o Kitab al Alacir, os eruditos iluminados — "Filósofos" — eram capazes de afetar o mundo através do uso da vontade. Este pergaminho ficou desaparecido durante séculos. Quando foi descoberto, quase que simultaneamente, em duas variantes, ele deu origem à Guilda dos Filósofos Empíricos, uma sociedade mágika baseada na Ciência-Vontade. Este grupo sofreu muitas mudanças — incluindo os Solificati banidos — antes de se solidificar, por volta de 1860, na forma dos Engenheiros Eletrodinâmicos, uma Convenção Tecnocrática. Desde o início, os Engenheiros se indispuseram com seus aliados. Para eles, os ideais da Ciência e da civilização eram mais importantes do quê a dominação do mundo. A Tecnocracia finalmente decidiu esmagar os arrogantes igualitários desacreditando o Éter. Este ato revelou-se intolerável, e os Engenheiros Eletrodinâmicos desertaram, voltando a ganhar um espaço dentro do Conselho dos Nove como os Filhos do Éter.

Como membros do Conselho, os Filhos do Éter ainda se consideram Cientistas (e não cientistas) e acreditam trabalhar para a melhoria da humanidade. Apesar de não serem mais membros da Tecnocracia, suas teorias e seus feitos ainda são reprimidos por "leis científicas" moderadas. Embora muitos Filhos do Éter valorizem a honra e a estética antigas, eles são um grupo otimista. Enquanto muitas Tradições deploram suas glórias passadas, os Filhos do Éter falam de um futuro grande e glorioso.

Hoje em dia, esses cientistas buscam esse futuro corajosamente, seja navegando nos ventos do Eterespaço, seja explorando a Terra Oca perdida e escondida ou combatendo a Tecnocracia com pistolas de raios e mochilas jatopropulsoras. Ainda existe uma rivalidade feroz entre a Tecnocracia e os Filhos do Éter. Os Filhos ressentem-se com a influência que a Tecnocracia exerce sobre a ciência, enquanto os Homens de Preto tem aversão à ciência flexível que os Filhos do Éter utilizam, uma ciência que se adapta melhor à ficção científica vitoriana ou da década de 20. Ao contrário da Tecnocracia, os Filhos do Éter não querem impor seus feitos sobre a humanidade. Eles querem inspirar o mundo, pois essa centelha de inspiração é o que libertará o mundo e levará à Ascensão.

Focos Comuns: computadores, Eletricidade, Óculos de Éter, Esquemas de Engenharia, Ferramentas Manuais, Disciplinas Mentais, Ligas Metálicas Especiais, Engrenagens de elógio

Acólitos: Inventores excêntricos, mecânicos, golens, robôs, fãs de ficção científica

Conceitos: Cientista maluco, inventor, eternáuta, herói de ficção, explorador destemido, erudito cavalheiresco

Facções
- Eternautas
- Utópicos
- Cibernautas
- Progressistas
- Ciêntistas Loucos
- Aventureiros

Fraquezas:
Dada sua inacreditável dversidade de teorias, é um milagre que os Filhos do Éter se entendam. Por definição, seu conceito de ciência é altamente individualizado, mais ainda que a magia nas outras Tradições. Cade Etéreo tem suas opiniões sobre - bem, sobre tudo. Como resultado, é muito difícil encontrar um campo neutro para debater suas práticas, especialmente quando dois membros utilizam teorias mutuamente contraditórias (e ambos estão certos, claro, conforme demonstrado por suas invenções, que funcionam). Visto que mal conseguem encontrar um consenso internamente, é quase impossível que consigam ser compreendidos pelas outras Tradições.
avatar
Clisthert

Mensagens : 19
Data de inscrição : 09/01/2016
Localização : Bristol, UK

Ver perfil do usuário http://www.pageofmirrors.rpgpiracaia.com.br/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Irmandade de Akasha

Mensagem por Clisthert em Dom Jan 10, 2016 3:55 pm

Esfera de Especialização: Mente

Muitos magos ficam perplexos pelo fato desta Tradição, com sua ênfase no desenvolvimento do corpo, acreditar que a Esfera da Mente é superior, mas para a Irmandade de Akasha, mente e corpo são inseparáveis. A disciplina da mente só pode ser alcançada com a disciplina apropriada do corpo que a contém. Infelizmente, grande parte da história da Irmandade de Akasha não viu muito mais do que estereótipos e confusão por parte de seus semelhantes ocidentais.

Á Irmandade de Akasha é uma Tradição antiga e opulenta e suas origens remontam à primeira aldeia, quando a humanidade vivia em harmonia com o Todo Cósmico. Ali, a futura Irmandade aprendeu o Dó com o Dragão, o Tigre e a Fênix Celestinos. Mas o Uno dividiu-se de novo e de novo até ser muitos, e aqueles que formariam a Irmandade de Akasha logo se isolaram em cavernas, preocupados com a perfeição do eu. Seu conflito com a Tecnocracia começou quando os Artífices — aqueles que dependiam de ferramentas — começaram a fortalecer a barreira entre nosso mundo e o dos espíritos.

Milhares de anos atrás, os primeiros Irmãos lutaram contra uma doutrina reencarnacionista que mais tarde viria a se transformar nos Eutanatos. Estarrecidos pelo que eles viam como um culto à morte, os de Akasha começaram uma guerra amarga que durou quase três séculos. Até hoje existe animosidade. Desde então, eles têm hesitado em entrar num conflito a menos que sejam provocados. Contudo, eles estão bem equipados para lutar se for necessário. Os membros dessa Tradição são mais conhecidos por seu profundo conhecimento do Dó, uma proto-arte marcial. A prática do Dó (ou "O Caminho") fortalece o corpo e estimula a mente, aperfeiçoando o ser humano espiritual, mental, física e até primordialmente.

Os mestres dessa Arte são capazes de proezas incríveis, muitas vezes aceitas dentro do paradigma popular, o que raramente atrai o Paradoxo. Através do Dó, os contempladores de Akasha buscam a perfeição e a iluminação, e com isso, os guerreiros de Akasha resistem firmemente à Tecnocracia e outros inimigos.

Entender o Drahma (a lendária 10ª esfera da Tradição) é vital para esta Tradição. Drahma é o círculo do universo, criação e destruição, nascimento e renascimento, passado, presente e futuro, e destino inexorável. Ele é tanto causa-e-efeito quanto ação direta. O Avatar que entende seu próprio Drahma é senhor de seu próprio destino. Através de uma sequência de vidas, o Avatar progride em direção ao domínio do Drahma — e à Ascensão.

Embora esteja firmemente enraizado na Ásia, esta Tradição não é exclusividade de nenhum grupo étnico, nação ou mesmo sexo. Eles recebem coreanos, chineses, indianos e ocidentais do mesmo modo. "Irmão" é um tratamento respeitoso, não um título. Do mesmo modo, as filosofias contemplativas da Irmandade deixaram sua marca no oriente através de formas tão variadas quando o Zen, a ioga e o Taoísmo. O Dó está igualmente disseminado — seus elementos podem ser encontrados em quase todas as artes marcialis.

A alma da Irmandade de Akasha é o Registro Akáshico. O Registro Akashico que recebeu este nome em homenagem a Akasha, o Avatar Ascendente que inventou a escrita e criou o Registro, é a fonte de todo conhecimento e inspiração para os magos de Akasha. Sua forma física é um texto escrito, mas o registro coletivo de todo o subconsciente da
Irmandade reside dentro de um recipiente místiko. Tudo que é vivido por um Irmãovai para o Registro, transformado em símbolos que serão interpretados e contemplados pelos outros. Com isso, os Irmãos de Akasha entendem o passado, vêem os Avatares serem submetidos a manifestações contínuas e se aproximarem da Ascensão.


Focos Comuns: Meditação, cânticos, ou flâmulas de prece, Dô, rituais de purificação (banhos, abstinéncia, unções), armas.

Acólito: Lutadores de artes marciais, sábios budistas, professos de ioga, herboristas

Conceitos: Sábio Errante, Guerreiro Contemplativo, Eremita, Taoísta, Cavaleiro Moderno, Estrela de Filmes de Ação.

Facções:
- Shi - Ren
- Li - Hai
- Kannagara
- Jnani
- Vajrapani
- Wu Lung

Fraquezas:
Os mestres não podem ensinar os mais jovens o que se deve aprender ou onde se pode encontrar aprendizado. Como resultado, a Irmandade perde uma quantidade desproporcional de magos aprendizes devido à simples frustração. A crença altamente individualista da Irmandade - de que todas as pessoas devem encontrar seu próprio caminho - paradoxalmente a impede de fornecer algo além de ferramentas simples aos magos aspirantes.
avatar
Clisthert

Mensagens : 19
Data de inscrição : 09/01/2016
Localização : Bristol, UK

Ver perfil do usuário http://www.pageofmirrors.rpgpiracaia.com.br/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Oradores dos Sonhos

Mensagem por Clisthert em Dom Jan 10, 2016 3:56 pm

Esfera de Especialização: Espirito

Criada antes do próprio tempo, esta Tradição primordial é responsável pelos despojados, por aqueles cujas culturas foram subvertidas como a própria terra. Estes xamãs, unidos pelos laços da conveniência, encontraram um objetivo comum no destino da paisagem espiritual — um destino que seu próprio povo entende. Algumas Tradições lutam contra os Tecnocratas por idealismo. Para os Oradores dos Sonhos, a luta é pessoal.

Quando a Convocação foi feita, os exploradores foram até as terras mais longínquas. Lá, eles encontraram pessoas que haviam alcançado a harmonia com os espíritos da natureza. Embora poucos deles acreditassem na ameaça Tecnocrática, alguns tiveram visões que os convenceram a se juntar à causa dos estranhos. Graças a essas visões, aqueles que voltaram a Horizonte foram chamados de "Aqueles-Que-Falam-Através-dos-Sonhos." Foi aí que começaram os problemas. Ninguém conhecia nem entendia suas línguas nem suas culturas. Confuso, o Conselho apontou alguns líderes entre os recém chegados e os abandonou para que resolvessem os problemas eles mesmos. Quando esses líderes conseguiram vencer as rivalidades tribais, as barreiras lingüísticas e a xenofobia, o resto do Conselho passou a tratá-los como um único grupo, rebatizado como os Oradores dos Sonhos. O povo desta Tradição enfrentou muitas dificuldades. Suas terras foram usurpadas e depredadas durante a Era das Explorações. Enquanto os magos europeus discursavam sobre o "progresso," muitos Oradores dos Sonhos voltaram para seus lares, amargurados com seus semelhantes. Até hoje, existe uma tensão desagradável entre os Oradores dos Sonhos nativos e as pessoas cujos ancestrais roubaram suas terras.

Apesar disso, a sorte da Tradição melhorou nos últimos tempos. Enquanto a indústria engole a natureza, até os Adormecidos voltam ao estilo antigo de vida. Por ser a tradição mais primordial, os Oradores dos sonhos têm atraído muitos seguidores. A Terra, no entanto, está agonizando, e os xamâs conhecem bem demais a Sua dor. Além da Película, eles são capazes, ver as cicatrizes espirituais que o "progresso" cria. Muitos desses xamãs estão irados, e é essa fúria que guia sua Arte.

Até mesmo os membros menos combativos defendem suas terras. Para esta tradição, todas as coisas são sagradas e estão vivas. Eles vêem os espíritos, e sabem. Os Oradores dos Sonhos mantêm os costumes de seus antepassados e com freqüência vivem junto com seu povo nativo — africanos, índios americanos, aborígines, e europeus e asiáticos mais "caipiras" que ainda se lembram como eram os tempos antes das cidades e dos senhores.

Devido à sua maneira rústica e seus hábitos apegados às tradições de seu clã, muitos estranhos os menosprezam dizendo que eles são conservadores. A estrutura e a liderança pouco restritivas da Tradição não melhoram essa imagem. De todas as Tradições, os Oradores dos Sonhos talvez sejam os mais diversificados; isso é uma vantagem e um compromisso. Como não existem políticas internas para se preocupar ou líderes para se criticar, os Oradores dos Sonhos são um grupo bem resiliente. No entanto, a mesma desunião que levou à conquista de suas terras faz com que seja difícil provocar mudanças duradouras. Alguns Oradores dos Sonhos sãos visionários pacíficos, mas outros nunca abandonam a trilha da guerra. Todos compartilham o laço comum com a Terra e Seus filhos espirituais, uma arte que conta mais com visões e orações do que com perícia e poder, e um sonho de renascimento, de uma época em que seu povo será forte outra vez.

Focos Comuns: Ossos, Tambores, Danças, Música e Canto, Mandalas, Fogo, Pinturas de Areia, Drogas Naturais

Acólitos: Garou, ambientalistas, neo-xamãs, ativistas nativos

Conceitos: Xamã, Ecologista, Mediador, Intérprete de Sonhos, Peregrino

Facções:
- Guardiões do Fogo Sagrado
- Solitários
- Sociedade de Roda Fantasma
- Sociedade da Lança Vermelha
- Baruti

Fraqueza:
O xamanismo é uma profissão solitária quase por definição. Não há excursões de turismo pelo mundo espiritual. Uma vez que não existe uma identidade de grupo, não há muitos objetivos conjuntos ou ações unificadas para atingir pontos estabelecidos. Por outro lado, todos os Oradores estão trabalhando de alguma forma para reverter o enrijecimento da Película, que vem levando a perda do contato com o poder místicos.
avatar
Clisthert

Mensagens : 19
Data de inscrição : 09/01/2016
Localização : Bristol, UK

Ver perfil do usuário http://www.pageofmirrors.rpgpiracaia.com.br/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ordem de Hermes

Mensagem por Clisthert em Dom Jan 10, 2016 3:56 pm

Esfera de Especialização: Forças

Todas as Tradições afirmam ter uma história grandiosa que vem desde os tempos imemoriais, mas poucas podem se vangloriar de uma vida tão rica e significativa quanto a Ordem de Hermes. Herdeiros — ou sobreviventes — das ilustres Casas Herméticas da Alta Idade Mítica europeia, estes magos altivos resumem a imagem do feiticeiro clãssico: curvado sobre escrituras arcanas, eles traduzem numerologias esotéricas e conjeturam quais seriam as chaves arcanas do universo.

Antigamente, a Tradição era constituída de muitas Casas místikas menores, micro-Tradições agrupadas por uma ideologia, um código de honra e uma abordagem mágika comum. Para os Herméticos, a mágika — ou "a Arte"— era um campo de estudo quantificável, muito parecido com a ciência ou a gramática, com teoremas estabelecidos e lógicos. Com bastante estudo e dedicação, a realidade poderia ser dominada através do conhecimento e da perícia. Apesar de seus ensinamentos principais provirem de místikos egípcios e hebreus, as Ordens incorporaram variações enquanto expandiam sua influência por toda a Europa durante a Idade das Trevas.

Os Magos Herméticos estão entre os primeiros a reconhecer que as crenças compartilhadas estabeleciam um determinado paradigma sob o qual a mágika tornava-se mais ou menos difícil. Com esse conhecimento, os Herméticos iniciaram uma grande experiência: vivendo e trabalhando em público, eles difundiram a crença na mágika dentro de sua esfera de influência — a primeira tentativa de controlar as crenças dos Adormecidos em larga escala. Infelizmente, seus rivais da Ordem da Razão aprenderam a lição bem demais. Enquanto as Casas competiam
umas com as outras, com a Igreja e com os descendentes dos Wyck; os Tecnocratas acabaram roubando a realidade consensual das mãos dos Herméticos.

A maioria dos relatos diz que foi um magus Hermético que deu inicio à formação do Conselho dos Nove. Infelizmente, eles aprenderam rapidamente que suas divisões não eram nada comparadas às práticas mágikas do resto
do mundo. Outros grupos forçaram rapidamente uma união entre as Casas sob uma única Tradição Hermética, uma "desfeita" que a Ordem nunca esqueceu.

A Ordem de Hermes abomina a Tecnocracia devido ao seu papel na "queda" da Ordem, e levam a luta para todas as frentes de batalha. Através do apelo intelectual, controle político e social, e a moda esotérica, a Ordem espera enfraquecer o paradigma Tecnocrático e recuperar o controle da Roda do Destino. Lamentavelmente, seus esforços foram minados pela in-sisrência da tradição em rituais detalhados, sigilo e um estudo dedicado. Poucos místikos modernos têm tempo ou paciência para dominar as Artes Herméticas.

A formalidade Hermética é mais do que esnobismo; ela é um símbolo de honra, distinção e disciplina. Estes magi têm consciência de que poucos seriam capazes de igualar-se a eles em termos de dedicação e sentem que ganharam o respeito que reivindicavam. Aprender é mais do que uma tarefa para estes magi — é uma paixão pelo conhecimento, uma curiosidade sem fim pelos segredos do universo. A discrição também é uma característica fundamental; a Ordem sabe quantos rivais roubariam esses segredos para si. O progresso da Tecnocracia mostra o que acontece quando as chaves da realidade caem em mãos gananciosas. No entanto, os magi perseverantes colhem grandes recompensas.

A mágika Hermética utiliza os poderes elementais e pactos antigos com lordes Umbróides. A ética de trabalho da Ordem permite aos magi o acesso a bibliotecas imensas, Cortes Umbráticas, mágicas de longevidade e a Doissetep, a Capela mais poderosa que existe. Nenhuma outra Tradição tem a influência bruta — mortal ou não — das Casas Herméticas. Entretanto, o preço é considerável: longos anos de aprendizado, politicagem interminável, estudo dedicado e submissão a magi cujas vidas duram séculos. Para terminar, a maioria das outras Tradições desconfia dos Herméticos, temendo, talvez com razão, que os Magos estejam planejando tomar o controle se — ou quando — a Guerra da Ascensão for vencida.

Focos Comuns: Cânticos em Enoquiano e outras linguas obscuras, Pentagrama e Círculos, Selo de Salomão, Números Específicos, Bastões, Cetros e Espadas

Acólitos: Matemáticos, membros de organizações secretas (CIA, ordens místicas, o Arcano), cientistas, eruditos, editores

Conceitos: Escolástico, astrólogo, alquimista, linguista, mágico

Facções:
- Casa Bonisagus
- Casa Ex- Miscelanea
- Casa Flambeau
- Casa Fortunae
- Casa Janissari
- Casa Quaesitor
- Casa Shaea
- Casa Solificati
- Casa Thig
- Casa Tytalus

Fraquezas:
Embora a Ordem seja muito unificada e tenha vasto conhecimento, sua fragmenteação política e seu orgulho representam um empecílio à iluminação. A história Hermética está cheia de decisões que satisfazem egos, geraram ganho político ou foram tomadas porque a Ordem acreditava que seus estudos a colocavam acima dos intereces das outras Tradições.

avatar
Clisthert

Mensagens : 19
Data de inscrição : 09/01/2016
Localização : Bristol, UK

Ver perfil do usuário http://www.pageofmirrors.rpgpiracaia.com.br/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Os Vazios

Mensagem por Clisthert em Dom Jan 10, 2016 3:57 pm

Esfera de Especialização: Qualquer uma, embora eles tenham que pagar o preço integral por todas as Esferas devido à sua abordagem genérica e aleatória e à falta de tutoria.

Uma piada para alguns, um incômodo para outros, Os Vazios fazem companhia aos Adeptos da Virtualidade na Galeria da Infâmia do Conselho. As semelhanças não acabam por ai os dois grupos são produtos da era moderna, crias de um mundo à beira do inferno. Ambos abraçam uma subcultura que tanto glorifica quanto ridiculariza o mundo, e ambos carregam a luz da mudança futura com seus dedos médios levantados.

Mas enquanto os Adeptos carregam lâmpadas de néon para iluminar o caminho do Conselho, Os Vazios carregam seu candelabro no escuro. Apesar de suas roupas no estilo Rock-gótico sugerirem uma origem recente suas raízes são mais antigas do que os outros percebem. Embora a “Tradição Vazia" (na verdade um Ofício, ou subcultura mágika organizada) tenha sido fundada durante os anos vinte, a filosofia da assim chamada "geração perdida” pode ser encontrada nas obras dos poetas românticos. Muitas das Crianças Noturnas afirmam que Lorde Byron foi o primeiro de sua linhagem; outros dizem que isso é besteira. Em todo caso, seu afeto pelo luto passado só é superado por sua curiosidade insaciável.

Os Vazios percebem que o mundo moderno é uma porcaria, por isso eles se embalam nos ideais de uma época mais romântica — uma época na qual você podia compor sonatas e acabar enterrado vivo. Esses Sombrios espelham sua própria sensação de deslocamento na sua fixação pela tragédia. Solitários desde o começo, eles se distinguiram ainda mais com suas roupas excêntricas e modos sarcásticos, criando seu próprio mundo noturno e tratando os intrusos com desdém. Os Órfãos Góticos conhecem a dor em primeira mão. A maioria vem de lares desunidos ou abusivos e aprenderam a auto-sobrevivência antes de acabarem a sexta série. Muitos estão tão arruinados quando chegam à adolescência que quando o Avatar surge, ele parece quase mundano. A mágika chega para eles com pouco estudo ou esforço, um dom inato que eles usam muitas vezes para viver longe de casa. As sub-culturas das ruas oferecem a eles uma chance de se rebelarem, encontrarem abrigo e conquistarem amizades. A mágika propicia poder, status e iluminação.

Unidos e reservados, Os Vazios ainda estendem a mão para ajudar àqueles que valem a pena. Muitos magos do Conselho devem suas vidas a Sombrios que estavam próximos. Depois dessa ajuda, eles normalmente desaparecem, sussurrando frases enigmáticas. No fundo, a maioria dos magos Góticos identifica-se com marginais como eles mesmo e cuidam de vagabundos, alcoólatras e fugitivos. No entanto, eles não confiam tão facilmente nos "de fora" — os estranhos normalmente têm de executar algum ato de amizade antes de serem tratados com o mínimo de respeito e, mesmo assim aqueles que estiverem "fingindo" nunca chegarão realmente a aprender os intrincados movimentos sociais dos Vazios. Do seu próprio jeito, estes Órfãos têm um código tão arcano quanto os Mistérios Herméticos.

Dançando nas sombras como costumam fazer, as cabalas dos Vazios — ou "rodas" — obtêm sua! Segurança através do grande número de membros ou de sua discrição. Dentro dessas rodas, as Crianças Noturnas mantêm-se unidas. Eles podem lutar, discutir e trair uns aos outros, mas se algum estranho ameaçar a "família," ela se une até a morte. Esse instinto de comunidade, tão informal quanto ele possa ser, proporciona a estabilidade que guia os magos Góticos em direção a uma eventual Ascensão. Pode ser quer o Conselho nunca entenda o que ele está perdendo. Outros grupos acreditam (erroneamente) que Os Vazios não têm visão, a reclusão e o senso de humor mórbido do Ofício esconde o seu amor pelas coisas misteriosas. Problemas, presságios e outros enigmas os facinam; mágika, fantasmas, lobisomens e especialmente vampiros atraem estes Órfãos como a luz atrai as mariposas. À sua própria maneira, Os Vazios são tão primordiais quanto os Verbena ou os Oradores dos Sonhos — eles voltam aos mistérios que vão além do superficial. Vendo com novos olhos as coisas antigas, Os Vazios jogam fora a bagagem que atrapalha a caminhada de muitos Despertos rumo à revelação e traçam um novo Caminho com ferramentas antigas.

“Ferramentas antigas" é uma boa maneira de descrever a mágika dos Vazios. A maioria canaliza sua Arte através do "ocultismo de shopping center” — bijuteria barata, "grimórios" comerciais, parafernália vendida pelo correio e truques de mágica. Suas bibliotecas compõem-se de Byron, Poe, Crowley e LeVey, e seus rituais incorporam CDs, velas pretas e RPGs. Usando mágika de todas as maneiras “erradas,” esses Órfãos mostram que a mágika (pelo menos para eles) vem, no final das contas, de dentro.

Focos Principais: Arcanologia, Sangue, Cristais, Grimórios, Poesias, Runas, Sessões Espiritas, Espiritualismo

Acólitos: Membros de Gangues, Vampiro Fajuto, Proprietários de Clubes Noturnos, Bandas Góticas, Médium

Conceitos: Ocultista, músico, poeta trágico, frequentador de clube

Facções:
- Conselheiros
- Revolucionários

Fraquezas:
Vez por outra, os Vazios nem se preocupam em sair da cama. É uma atitude que leva a derrota. Embora eles sejam tolerantes e flexíveis, é difícil motivá-los sobre qualquer coisa. Assim sendo, eles não conquistam quase nada. São crianças com potencial desperdiçado, pois não se encaixam na sociedade "normal" nem mudam para se acomodar a ela. Alguns atingem certos níveis de habilidade e encontram um foco para levá-los rumo à Ascensão ou outra meta, mas a maioria apenas gasta suas noites em grupo, não fazendo nada de produtivo.
avatar
Clisthert

Mensagens : 19
Data de inscrição : 09/01/2016
Localização : Bristol, UK

Ver perfil do usuário http://www.pageofmirrors.rpgpiracaia.com.br/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Verbena

Mensagem por Clisthert em Dom Jan 10, 2016 3:58 pm

Esfera de Especialização: Vida

A vida não foi feita para ser estéril e segura; as paixões que tanta gente teme são o que mantém nossa raça viva. Os Verbena arregaçam as mangas e encaram os prazeres e brutalidades da vida com determinação. Estes feiticeiros primordiais conhecem o poder destas paixões — e o quanto custa aceitá-las.

Nenhuma outra Tradição, com exceção talvez dos Oradores dos Sonhos, sofreu tanto quanto os Verbena. Sempre temidos, estes seguidores das Artes carnais foram vítimas de perseguições cruéis no fim da Idade Média. Rotulados como bruxos satânicos, os antepassados europeus da Tradição foram caçados, torturados e queimados. Já que os caçadores de bruxas dizimavam todas as ordens, uma Verbena, chamada Nightshade, pediu a união para acabar com a carnificina. A formação do Conselho dos Nove levou anos, mas mesmo depois dela ter acontecido a mania das bruxas demorou séculos para arrefecer.

As Tradições nunca esqueceram as lições daquela época. Agora, eles treinam em segredo e tratam seus inimigos com severidade. Embora os Verbena valorizem a vida acima de todas as coisas, seus modos não são tão gentis. Suas Artes — que utilizam sangue, sexo, dança e até mesmo sacrifícios ocasionais — são amedrontadoras, mesmo que se entenda o significado mais profundo de suas ações. Para os Verbena, a vida é uma alegria intensa, um grito de dor, a rebeldia e o êxtase misturados. A vida tem que ser contemplada de olhos abertos se você quer realmente entendê-la. As lendas dizem que, no início dos tempos, os Wyck espalharam a mágika pelo globo. Os Verbena traçam suas trilhas desde esses Despertos primordiais, cujo conhecimento influenciou as Esferas, os Protocolos e a própria Horizonte. Este legado, e as dificuldades que enfrentaram para mantê-lo, fazem dos Verbena um grupo farisaico e muitas vezes arrogante. Isso não quer dizer que eles não tenham coração. Pelo contrário, os Verbena como um todo tendem a ser mais apaixonados, honestos e íntegros do que muitos outros magos. Seu credo — "Luz e Trevas, unidos em Um — o que se Quer Será" — exige um compromisso com a vida em todas as suas formas. Independente das perseguições que sofrem, a maioria dedica-se a ajudar a humanidade a remover suas vendas enquanto ainda é tempo. Sua mágika, fortemente baseada na natureza, cura tão rapidamente quanto mata. Embora os Verbena possam ser desconfiados, eles são fieis aos amigos que escolhem. Embora possam ser tempestuosos, normalmente são justos.

Ao contrário dos seus rivais Herméticos e Celestiais, os Verbena equilibram os aspectos vigorosos masculinos e femininos, ao invés de favorecerem um ideal patriarcal. Muitas místikas sentem-se atraídas por eles por esta razão. O totem sagrado da tradição, a árvore, é mais do que um mero símbolo. Como o próprio grupo, a árvore enraíza a si mesma, absorve os nutrientes do solo, cresce cheia de vida e se expande distribuindo nutrientes para os outros em suas folhas. Todas as Capelaa Verbena têm no centro uma árvore, normalmente um carvalho.

A maioria dos rituais importantes acontece ao redor da assim chamada Árvore do Mundo; muitas vezes estes rituais mancham a árvore com uma cor vermelho escuro. Quanto mais intensa for a matiz, mais poderoso é o grupo. Esse grupo prefere os métodos antigos. Muitos conversam em línguas arcaicas, vestem-se no estilo nativo ou medieval e valorizam a família e a honra. Os rituais Verbena baseiam-se nas festas e nos ciclos lunares. Embora muitas agregações de magos tenham rejeitado as formas antigas de sacrifício, algumas ainda a praticam quando é preciso. Aprender é importante para os Verbena. Sem história, ninguém poderá entender os ciclos do Destino nem avaliar o que foi feito por — e para — este grupo enigmático.


Focos Comuns: Altares, Sangue, Caldeirões, Cânticos, Copos, Dança, Ervas, Incenso, Ordálios, Runas, Sacrifício, Adagas.

Conceitos: Artista, Biológo, Artesão, Mergulhador, Curandeiro, Herborista, Ativista Político, Padre (freira), Mateiro, Sábio.

Acólitos: Pagãos, povos rústicos, ambientalistas, radicais.

Facções:
- Jardineiros da Árvore
- Alteradores do Destino
- Seguidores da Lua
- Tecelões da Vida

Fraquezas:
Sacrifícios sangrentos e rituais perturbadores não são indicados para pessoas sensíveis. Os postulantes precisam ter estômago forte para se enquadrar na Tradição, e os Verbena tendem a ser insensíveis e desagradavelmente explícitos sobre suas práticas, que muitos consideram revoltantes ou tabu. Por esse motivo, outras Tradições os observam atentamente.

Já que sua mágica é tão vinculada a sua natureza primitiva, os Verbena são rotulados de "bruxos satanistas" até hoje. A familiaridade brutal com a qual os Verbena atacam os ambientes domiciliares causa desconforto suficiente para os Adormecidos ficarem aterrorizados quando entram em contato com suas práticas - e muitos podem reagir violentamente.
avatar
Clisthert

Mensagens : 19
Data de inscrição : 09/01/2016
Localização : Bristol, UK

Ver perfil do usuário http://www.pageofmirrors.rpgpiracaia.com.br/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Descrição das Tradições - Mago: A Ascensão

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum